Cantorchilus

O gênero Cantorchilus apresenta 4 espécies de aves passeriformes da família Troglodytidae. Apresentam um canto característico muito alto e chamativo como é próprio dessa família que abriga o uirapuru-verdadeiro(Cyphorhinus arada) e a corruíra(Troglodytes musculus) .

Distribuem-se pelo Brasil todo, sendo que a garrincha-cinza é própria de ambientes amazônicos; a garrincha-do-oeste como o próprio nome comum diz, ocorre em estados desta porção do país; o garrinchão-de-barriga-vermelha é o que apresenta uma distribuição mais esparsa e por todo território nacional; e garrinchão-de-bico-grande concentra-se em regiões mais a leste.

Cantorchilus griseus - garrincha-cinza

A garrincha-cinza está presente no estado do Amazonas.

Cantorchilus guarayanus - garrincha-do-oeste

A garrincha-do-oeste ocorre nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e Sergipe

Cantorchilus leucotis - garrinchão-de-barriga-vermelha

O garrinchão-de-barriga-vermelha mede cerca de 14,5 cm de comprimento.

Varia de incomum a localmente comum na vegetação em beiras de rios, clareiras em regeneração e matas de galeria, sendo mais freqüente próximo a água, inclusive em manguezais. É difícil de observar.

Toda a Amazônia brasileira, na Região Centro-oeste e nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Encontrado também no Panamá e em todos os demais países amazônicos.

Cantorchilus longirostris - garrinchão-de-bico-grande

O garrinchão-de-bico-grande tem asas e cauda finamente barradas de negro e barriga avermelhada e um bico extremamente longo, 25 milímetros. Manifestações sonoras: sonoro “djip-djíp djó, djó, djó, djó” (canto territorial). Macho e fêmea entoam estrofes ligeiramente diversas. Usa “djo-wíd”, “dwo-doid” (chamada); “tcha-tcha-tcha”, “tcharrr” (advertência).

Vive na orla da mata, densa mata secundária, caatinga e também costuma freqüentar manguezais. É de índole inquieta. Locomove-se às vezes no solo pulando através da ramaria e da folhagem. Trai sua presença pelo rumor que faz remexendo e virando folhas secas a baixa altura ou no solo. Dorme no próprio ninho, às vezes o casal junto e até a família toda. O indivíduo pode fazer um pequeno ninho para dormir sozinho.

Ocorre do Piauí à Santa Catarina.

Referências